domingo, 18 de setembro de 2011

OS ÍCONES E A DEVOÇÃO PARTICULAR

O lugar de presença do ícone está diretamente relacionado com a liturgia e o culto. É na iconostase que os ícones se mostram como objetos que unem o mundo criado com o divino; como as janelas através do qual há esse encontro. Muito mais que a arte religiosa estilizada, os ícones são sacramentais, ou seja, torna presente a realidade do divino. Essa presença deve estar, antes de tudo, dentro da alma humana e, por isso, permanecer onde o fiel estiver por isso ele leva o ícone consigo e o reconhece como tal. A imagem do ícone no local de trabalho, na casa, na escola, no corpo ou em qualquer lugar é um indicativo da presença de Deus.

Assim, os ícones devem permanecer nos lugares de destaques na casa do fiel e ter sempre uma lâmpada acesa, indicativo da presença daquele que está representado. Quem entra, antes de saudar o dono da casa, inclina-se ou faz um sinal em homenagem ao ícone colocado em lugar alto para elevar o olhar ao Altíssimo.

Quando encomendar um ícone?

A escolha do ícone geralmente é feita a partir de um acontecimento especial na vida particular ou familiar. O nascimento de uma criança, por exemplo, pode-se encomendar um ícone do seu padroeiro (santo ou festa litúrgica do mesmo dia do nascimento) ou do onomástico (santo que leva o nome da criança) e o colocar sobre o berço.

Outro caso bastante comum para se encomendar um ícone é o fato de, na cerimônia do casamento a noiva é precedida por uma criança que carrega um ícone; este ícone será colocado em um lugar de honra no novo lar.

Os ícones familiares são aqueles que foram encomendados para representar os santos dos quais os membros da família levam os nomes. Estes santos são pintados, às vezes, nas bordas de um ícone, que tem como centro eventualmente a imagem da Mãe de Deus.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

terça-feira, 28 de junho de 2011

LIVRO SOBRE ÍCONES: Bíblia de Tbilise

A vida de Jesus em ícones da Bíblia de Tbilise

Com grande sensibilidade artística e bíblica, Gabriele Bragantini nos apresenta, na introdução à obra e nas notas iconográficas, de maneira poética e profunda, a iconografia da Bíblia de Tbilise (somente àquelas imagens referentes a vida de Jesus).

Utilizando da escrita, Bragantini nos revela imagens, até então ocultas, que parecem sobressaltar aos nossos olhos. Fazendo, de maneira muito harmoniosa, um dueto entre a Palavra e a Imagem (o ícone) e chega a um ápice e nos questiona: "O que seria do Evangelho sem a face de Jesus?". A resposta para essa pergunta é a fundamentação da iconografia cristã: a Encarnação do Verbo.

Com relação ao objeto digno de exposição neste livro, ou seja a própria Bíblia da capital da Geórgia (Tblise), quem nos dá uma boa explicação é o Administrador apostólico do Cáucaso para os Latinos, Giuseppe Pasotto, quando escreve no prefácio: "Na Igreja Catedral de Santa Maria Assunta em Tblise (Geórgia), "a Palavra da Vida" está exposta solenemente no ambão e também em 130 ícones do Antigo e do Novo Testamento, dignamente colocados nas paredes laterais"

A Editora Loyola nos presenteia com trinta reproduções a cores de página inteira desses ícones, que contam a história da vida de Jesus desde o anúncio de seu nascimento até o momento de sua ascensão ao céu, juntamente com os textos bíblicos relevantes e um comentário. Extratos colhidos cuidadosamente a partir dos Pais da Igreja, lançam mais luz sobre cada um dos eventos retratados nos ícones apresentados.
Editora: Loyola
Ano: 2008
Número de páginas: 148
Formato: Brochura - 17 x 24 cm
ISBN: 85-15-03541-0

Este livro de capa dura é ideal para meditação e reflexão, e fará um excelente complemento na biblioteca dos iconógrafos e interessados no assunto.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

sábado, 18 de junho de 2011

O LEVKAS

A palavra levkas provém do grego (λευκος), significa “branco”. Este é o nome que é dado ao fundo do ícone, que consiste na mistura da cola fraca aquecida com gesso e óleo de linhaça, segundo uma dosificação precisa e muita experiência em sua aplicação.

PREPARAÇÃO

Aqueça a cola fraca em banho-maria e acrescente, para a medida preparada de cola, 1 quilo de gesso, polvilhando sem deixar criar “pelotas” ou bolhas de ar, devendo mexer suavemente para misturar os ingredientes. É recomendável adicionar 5 ou 6 gotas de óleo de linhaça à mistura, para garantir uma certa flexibilidade do levkas, sem retirar do fogo e sem parar de mexê-lo.

Este processo deve ser cuidadosamente observando e requer uma grande atenção, pois é no levkas que será impresso o desenho e empregado a pintura. Caso algum defeito aconteça neste momento, não será possível consertá-lo.

A mistura de cola, gesso e óleo não pode ser fervida e é melhor prepará-la em um recipiente fundo para retardar a evaporação demasiada. É normal que se forme, na superfície, uma camada mais grossa e não deverá ser usada. Neste caso deve-se misturar bem com o resto cada vez que for aquecida a mistura.

O gesso possui, em sua composição natural, propriedades de cimentação e endurecimento completamente indesejáveis para o uso na confecção do fundo do ícone. Então, deve-se observar que o gesso a ser utilizado não deve conter estas propriedades. O gesso-cré é o mais recomendável. Caso não seja encontrado, pode ser facilmente substituído pelo pó de alabastro, pó de mármore ou, ainda, carbonato de cálcio hidratado. Estes materiais são facilmente encontrados em lojas de materiais artísticos e de restauro.

APLICAÇÃO

Depois que a tábua receber a fixação da tela e esta estiver bem seca, passa-se para a aplicação da mistura aquecida do levkas. O aquecimento contínuo por muitas horas irá naturalmente causar alguma evaporação e, um pouco de água deve ser adicionada de vez em quando, de acordo com a experiência e critério do usuário. Para aplicá-lo bem, o levkas deve ter a consistência de um creme fino e macio.


A primeira camada deve ser aplicada no suporte, bem quente, com uma trincha de cerda dura e, em seguida, passar os dedos levemente por toda ela, com movimentos circulares, examinando-o de perto para detectar bolhas de ar.

A segunda camada é aplicada em pinceladas uniformes, paralelas a (iniciadas ao longo de) uma das bordas do painel. O levkas pode ser inicialmente aplicado e distribuído por igual com poucas pinceladas para frente e para trás, mas todas as pinceladas de nivelamento e alisamento devem ser feitas numa só direção. Assim que o gesso parar de fluir e começar a secar, ou o pincel começar a pegar, pare e aplique gesso fresco na próxima área.

A terceira camada deve ser aplicada com pinceladas perpendiculares em relação aos da segunda camada, paralelas às outras bordas do painel. A quarta camada, perpendicularmente em relação à terceira, e assim por diante.

Não há uma regra geral para o número exato de camadas a serem aplicadas, mas deve-se acumular uma espessura suficiente para poder lixar, eliminando todas as marcas deixadas pelas cerdas do pincel. Em geral são necessárias de 4 a 5 camadas, porém há registros de iconógrafos que indicam até 9 camadas, mas pode-se obter bons resultados com apenas 3 camadas, depende da experiência do artista.

Observação: Como o levkas é preparado a partir da cola fraca, este poderá ser mantido conservado em refrigerador de acordo como indicado quando tratamos da conservação da cola.

ACABAMENTO

Após a última camada de levkas estar completamente seca, o painel finalmente chega a um acabamento perfeitamente liso, semelhante ao marfim, usando vários tipos de lixa. A lixa do tipo “lixa d’água”, parece ser a de melhor abrasivo para este fim.

Um pequeno bloco de madeira pode ser utilizado para segurar a lixa numa superfície plana; a pequena irregularidade de superfície assim obtida tem sido tradicionalmente preferida.

POSSÍVEIS DEFEITOS

Os defeitos mais característicos na aplicação do levkas sobre a tábua com a tela são os aparecimentos de furinhos e rachaduras. Os furinhos aparecem logo na segunda camada do gesso e, se não forem tampados com a fricção dos dedos umedecidos em levkas aquecida, poderá persistir nas camadas subsequentes.

Uma das razões para o desenvolvimento de tais furinhos num painel de gesso é a maneira como a primeira camada foi aplicada; muitas vezes o gesso não umedeceu completamente o suporte por causa da poeira, variações em temperatura ou tensão superficial da mistura do gesso.

As rachaduras serão percebidas após a aplicação de todas as camadas do levkas e quando estiverem completamente secas. Os aparecimentos de rachaduras são, às vezes, atribuídas ao uso demasiada de uma cola concentrada que penetram no gesso e depois de secas contraíram-se com tal força a ponto de partir o gesso e fazê-lo separar do suporte. Por isso deve-se observar o equilíbrio da cola fraca e acrescentar água na medida em que for sendo aquecida por muito tempo.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

domingo, 29 de maio de 2011

TELA PARA ÍCONES

Este ponto não merece tanta atenção, pois o objetivo é simplesmente a fixação de um tecido de algodão à tábua. Porém é necessário prestar atenção ao tipo de cola a ser empregada neste processo (cola forte).

A função da tela fixada na madeira é a de não deixar que o gesso (levkas) seja aplicado diretamente na tábua, pois com o passar do tempo poderá soltar-se ou, mesmo, reagir com os vapores ácidos que provém naturalmente da tábua e alterar a pintura e o fundo. Também evita que a pintura seja empregada sem qualquer preparação prévia do suporte.

A tela pode ser um pedaço de algodão cru, murim, linho, intertela etc., contando que seja um tecido branco de algodão.

Colagem da tela

Deve-se ter preparado previamente o tecido, cortado 2 a 5 cm a mais que o tamanho da tábua e aquecido a cola forte sem deixar fervê-la.

Com uma trincha de cerdas largas deve-se passar uma demão de cola por toda a superfície da tábua, reforçando principalmente os cantos e bordas. Quando a cola iniciar o processo de aderência, cubra toda a tábua com o pedaço de tecido, deixando as sobras em todas as suas extremidades e estique-o bem para não deixar dobras ou bolhas de ar entre o tecido e a tábua.

Aplique outra demão de cola forte aquecida sobre toda a tela, especialmente nas laterais da tábua e deixe secar a sombra durante uma noite.

Quando estiver bem seca, corte as sobras do tecido lixando com uma lixa número 200 ou mais pelos cantos da tábua. Caso este procedimento descole parte do tecido, deverá fazer uma recolagem acrescentando mais cola entre a tábua e o tecido e reforçar com mais cola por cima.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PREPARAÇÃO DA COLA DE COELHO

Após a seleção e preparação do suporte para o ícone, a próxima operação é o preparo da cola que será utilizada para colar a tela na tábua (cola forte) e na preparação do gesso (cola fraca).

As melhores colas são vendidas sob o nome de colas de pele de coelho (rabittskin glue) e de couro de bezerro (calfskin glue), porém o ideal é uma cola com consistência de uma gelatina muito espessa. Dessa forma, as colas sintéticas são completamente abominadas.

A cola utilizada será a de pele de coelho ou a de palmeira (em algumas localidades é conhecida sob o nome de cola de coqueiro) e dosificada separadamente para alguns usos específicos:

a) cola forte

Coloque 200 gramas de cola em um pote, lata ou panela esmaltada, com 1 litro de água (em temperatura ambiente) de molho por uma noite. No dia seguinte pode-se observar que a cola absorveu a água (hidratação) e se expandiu para cerca de três vezes seu volume seco.

O pote, contendo a cola hidratada, é, então, aquecido em banho-maria até dissolver completamente sem jamais deixar que ferva, pois sua tensão seria imediatamente alterada de modo irregular. Recomenda-se mexer cuidadosamente para não grudar na panela e evitar fervuras.

A aplicação da cola deverá ser quente e este preparo servirá para colar as molduras e a tela na tábua.

Observação: Caso haja impurezas na cola, pode-se filtrá-la com um filtro de nylon ou seda, quando estiver sido dissolvida e ainda quente.
b) cola fraca

Deverá seguir os mesmos passos e cuidados citados anteriormente na preparação da cola forte, porém a proporção será de 80 gramas de cola para 1 litro de água.

A cola fraca será utilizada na preparação do gesso (levkas), ou seja, o fundo do ícone.

Observação: Tanto a cola forte quanto a fraca, por ser um composto natural (de origem vegetal ou animal), após um determinado período de tempo inicia-se um processo de decomposição. A conservação (caso seja necessário) dar-se-á colocando o excedente em um recipiente plástico com tampa e guardando num refrigerador por, no máximo, 2 semanas.


A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Maria ao Pé da Cruz

Jorge de Nicomedia - (séc. IX)


Beijo a tua paixão,
com a qual fui libertado das minhas más paixões.

Beijo a tua Cruz,
com a qual condenaste o meu pecado
e me libertaste da condenação à morte.

Beijo aqueles cravos,
com que removeste o castigo da maldição.

Beijo as feridas dos teus membros,
com que foram curadas as feridas da minha rebelião.

Beijo a cana com que assinaste o atestado da minha libertação
e com que feriste a cabeça arrogante do dragão.
Beijo a esponja encostada aos teus lábios incontaminados,
com que a amargura da transgressão
me foi transformada em doçura.

Tivesse podido eu degustar aquele fel,
que dulcíssimo alimento não teria sido!

Tivesse podido eu tomar o vinagre,
que bebida agradável!

Aquela coroa de espinhos
teria sido para mim um diadema régio.

Aquelas cusparadas
me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

Aquelas zombarias
me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

Aquelas bofetadas
me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

Eu te beijo, Senhor,
e a tua paixão é o meu orgulho.

Beijo a lança que dilacerou o documento da minha dívida
e abriu a fonte da imortalidade.

Beijo o teu lado do qual jorraram os rios da vida
e brotou para mim o rio perene da imortalidade.

Beijo a tua mortalha com que me adornaste
tirando-me minhas vestes vergonhosas.

Beijo o preciosíssimo sudário de que te revestiste
para envolver-me na veste dos teus filhos adotivos.

Beijo o túmulo
no qual inauguraste o mistério da minha ressurreição
e me precedeste pela estrada que sai do Hades.

Beijo aquela pedra
com a qual me tiraste o peso do medo da morte.


Fonte bibliográfica:
GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo: História e Culto. São Paulo: Paulus, 1997;
Site da Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul - Ecclesia: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/espiritualidade/as_mais_belas_oracoes_bizantinas.html#4
, acessado em 18/04/2011.


A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Resultado do 2º Sorteio


"Sois Bem-Aventurada, Virgem Maria,
que levaste em vosso seio o Senhor, Criador do Mundo;
Destes à luz a quem vos formou,
e sois Virgem perpétua.

Ó santa e imaculada virgindade,
não sei com que louvores vos possa exaltar;
pois quem os céus não podem conter,
vós o levastes em vosso seio."


Hoje a Igreja Católica, em sua santa liturgia, celebra a solenidade da festa da Anunciação do Anjo à Santíssima e Bem-Aventurada Virgem Maria. Escolhemos esta data para anunciar o resultado do nosso 2º Sorteio.

Totalizamos 30 participantes de diversas partes do Brasil e 2 do exterior.

Este é o momento!
Chegou a hora!!!

Novamente nos apoiamos ao programa "Sorteio Virtual Mais" para nos auxiliar nessa difícil tarefa de sortear o ganhador ou a ganhadora.

O número sorteado foi...


O número sorteado foi o 08 e corresponde ao comentário do...

PARABÉNS, CARLOS ADRIANOOOOOOOO!!!

Esperamos que, com esse pequeno kit, você possa escrever um belíssimo ícone da Sagrada Face de Cristo e que a sua própria face seja o reflexo do Modelo a ser executado com orações e súplicas.

Continuem acompanhando este blog!!!

Um grande abraço a todos e que Jesus esteja em vossas almas.

A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

LIVRO SOBRE ÍCONES: Adélio Duarte

ÍCONES: “E o verbo se fez rosto e armou sua tenda entre nós...”


Nascido nas Minas Gerais, Adélio Damasceno Duarte dedicou parte de sua vida como Salesiano e como professor em algumas escolas. Atualmente, pai de família, dedica-se aos serviços pastorais em sua paróquia e na Arquidiocese de Belo Horizonte. Acumulou, ao longo de 10 anos, uma rica referência bibliográfica sobre iconografia, editada em português e em outras línguas. Desse banco de referências e com a sua experiência de magistério organizou e compôs este livro de uma forma bastante didática.


Conforme a apresentação e prefácio escrito pelo Arcebispo Metropolitado de Belo Horizonte, Dom Serafim,


“o ícone é o lugar teológico e litúrgico, isto é, faz parte integrante da liturgia, é confissão de fé na Trindade e na Encarnação do Verbo, é caminho eficaz para a descoberta do rosto de Deus no rosto do irmão e para aquele processo, nunca acabado, de divinização (θεώσις) do homem, chamado a refazer em si a imagem e semelhança de Deus, desfiguradas pelo pecado.”


Para tanto, Duarte nos mostra, através da teoria e da espiritualidade, esse processo que faz contemplarmos os santos ícones e recompormos em nós, na primitiva beleza, a imagem do Criador.


Recolhendo informações das demais referências consultadas, Duarte organiza e comenta de forma ampla, colocando a visão da igreja católica de Roma, sempre iluminado pelo Catecismo da Igreja Católica.



Editora: FUMARC

Ano: 2003

Número de páginas: 286

Formato: Médio 15,5 x 22 cm


Uma boa referência de pesquisa sobre iconografia.




A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

domingo, 23 de janeiro de 2011

2o. Sorteio do Atelier Santa Cruz

Quer aprender a escrever ícones?

Já sabe?

Vamos te ajudar ainda mais!


O prêmio será um pequeno kit do material básico para se escrever o ícone da Sagrada Face (Mandylion) – pigmentos, pincéis, tábua preparada, esquema iconográfico e modelo. Tudo inteiramente de graça!!!

Regras / Como Participar:

A ou O participante que quiser concorrer basta:

1. Ser SEGUIDOR do blog (para quem ainda não é seguidor, basta clicar na caixinha "seguir" e escolher uma das contas (google/yahoo/twitter) e optar por seguir publicamente);

2. No CONTATO, através do formulário, deve escrever a frase: "Quero o meu kit de iconografia!".

* Para validar a sua participação neste sorteio deve cumprir esses dois pontos.

* Esse sorteio é válido para os residentes no Brasil e no exterior, sendo que os moradores do exterior concordem em arcar com o frete.

Aumentando sua chance de ganhar

Cada seguidor terá direito a concorrer uma única vez.

Aqueles que, além de seguir, DIVULGAR o sorteio poderão concorrer com mais uma frase. É só enviar o link da divulgação e a frase: "Estou divulgando", através do mesmo formulário.

O sorteio será realizado no dia 25 de março de 2011 (festa da Anunciação da Ss. Mãe de Deus, a sempre virgem Maria) e o vencedor será anunciado no mesmo dia.

Será escolhido aleatoriamente um número de 1 a x (sendo x o número total de participantes) e será premiada a pessoa com a frase de número correspondentes ao sorteado.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

CAPA DE LIVRO

Uma pequena parceria que o Atelier de Iconografia SANTA CRUZ conseguiu para a difusão das imagens dos seus ícones, foi com a publicação de um livrinho de devoção mariana, escrito pelo Pe. André Lima, superintendente da RÁDIO NOVA ALIANÇA.


O livro: "Eis a Serva do Senhor: Teologia e Devoção" leva, na capa, a imagem do ícone da Theotokos Psychosostria e, no interior, mais outros dois ícones. É um motivo de felicidade muito grande, saber que nossos ícones estão sendo utilizados para iluminar os textos de evangelização e devoção.

Esperamos assim que outros autores e editoras se identifiquem com os ícones do Atelier de Iconografia Santa Cruz e nos proponham outras parcerias.


A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

EXPOSIÇÃO DO ATELIÊ THEOTOKOS PANTANASSA

Iniciou hoje (dia 02/12) uma belíssima exposição do Ateliê de Iconografia Theotokos Pantanassa, da professora e mestra Marina Sisson, no SESC - DF. Contando com mais de 30 peças, de várias dimensões e técnicas, porém obedecendo a mesma temática: ícone.

"Iconografia Cristã: Ocidente e Oriente unidos pela fé" é o título e tema da exposição que reuniu os trabalhos da mestra e de alguns alunos (destaco aqui Madalena e Luíza).

Para aqueles que admiram e veneram os santos ícones, podem conferir essa exposição no

TEATRO SESC SILVIO BARBATO
SCS Q. 02 bl. C n. 227
Brasília - DF

De 02 a 16 de dezembro de 2010. De segunda a sexta-feira, das 8h às 21h.

Para aqueles que não poderão comparecer e que, mesmo assim admiram essa arte teológica, fica aqui algumas fotos para desfrutarmos desse momento.








A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

BÊNÇÃO DO ÍCONE DE CRISTO


O ícone a ser bento é colocado sobre uma mezinha diante do ambão e o sacerdote, depois de ter incensado o ícone, inicia com uma invocação a Deus, dizendo:


Senhor Deus Onipotente, Deus de nossos pais, pedistes, no Antigo Testamento, que fossem feitas para a tenda da reunião imagens de Querubins e enfeites em madeira e ouro; não rejeiteis, hoje, as imagens que pintamos a veneração e a edificação dos vossos fiéis servidores, a fim de que, contemplando-as, vos glorifiquemos e sejamos dignos de receber a vossa graça e o vosso Reino. Nós vos pedimos, volvei agora o vosso olhar sobre este ícone (ou ícones), desenhado e pintado em honra de vosso Filho Amado e em memória de sua salvífica encarnação e de todos os milagres e benefícios e, abençoai com a vossa bênção celeste e santificai-o, assim como aqueles que o venerarão e rezarão diante dele. Livrai-os de todas as aflições e necessidades e de todo o mal da alma e do corpo, tornando-os dignos da vossa graça e misericórdia. (Com voz forte diz) Porque vós sois a nossa santificação e nós vos damos glória, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e nos séculos dos séculos.


Continua a invocação, dizendo: Escutai Senhor meu Deus, da vossa santa morada e do trono de glória de vosso reino, e mandai, misericordiosamente, a vossa bênção sobre este ícone (ou ícones) e pela aspersão desta água benta, abençoai-o e santificai-o. Dai-lhe poder de cura, afastando de todo mal, enfermidade e maquinações diabólicas a todos aqueles que acorrerão e implorarão junto a esse ícone. Nós vos pedimos e para vós nos voltamos: que as suas súplicas sejam sempre ouvidas (Em voz forte:) Pela graça e misericórdia de vosso Filho Unigênito, com o qual sois bendito e com vosso santo e vivificante Espírito, agora e sempre e nos séculos dos séculos.


Ass.: Amém.


O Sacerdote asperge com água benta o ícone dizendo:

Este ícone está abençoado pela graça do Santíssimo Espírito e pela aspersão desta água benta, em nome do Pai, do Filho + e do Espírito Santo. Amém. (repete três vezes)


O leitor diz a oração seguinte e o Salmo 88 com três Aleluias finais.


Veneramos a vossa puríssima imagem, ó Bom, pedindo perdão pelas nossas culpas, ó Cristo Deus. Quisestes livremente elevar o vosso corpo na Cruz, a fim de libertar da escravidão do inimigo todos aqueles que vós plasmastes. Reconhecidos, a vós clamamos: enchestes de alegria o universo, ó nosso Salvador, que viestes para salvar o mundo.


Salmo 88


Terminando o sacerdote diz: Aquele que antes da sua paixão reproduziu sobre um linho a imagem da sua puríssima face divina e humana, Cristo nosso verdadeiro Deus, pela intercessão de sua Mãe Imaculada e de todos os seus santos, tenha piedade de nós e nos salve, como bom e amigo dos homens.


Ass.: Amém.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

domingo, 31 de outubro de 2010

OS SIMBOLOS NA ICONOGRAFIA


Há duas formas de se perceber os símbolos presentes nos santos ícones, de formas indiretas e diretas.


Os símbolos perceptíveis de forma indiretas são, como já dissemos, aqueles que se encontram na construção do esquema iconográfico, ou seja, as figuras geométricas que são esboçadas desde o projeto, antes de receber a imprimação na madeira e as camadas picturais.


Já os símbolos que são percebidos de forma mais diretas são aqueles que estão diante dos olhos, mas justamente por ser um símbolo, coloca um sentido a mais naquilo que se vê. É a teologia simbólica presente no ícone. De acordo com Mircea Eliade, quando há a manifestação do sagrado num objeto qualquer, este torna-se uma outra coisa e, contudo continua a ser ele mesmo, porque continua a participar do meio cósmico envolvente.


Assim, num ícone do Batismo de Jesus Cristo (Θεοφάνεια το Κυρίου μν ησο Χρηστο), por exemplo, a ÁGUA é percebida diretamente na imagem apresentada, mas não o seu sentido; a água é uma representação simbólica de purificação e morte: submerge o homem velho e emerge das águas o homem novo. A água possui a virtude purificadora. A imersão do batismo é regeneradora, opera um renascimento, no sentido de que há morte e vida.


A água também é vista como “fonte da vida”, associando à fertilidade e opondo-se ao deserto. Deus é visto como “fonte de água viva” e a alma como o cervo sedento em busca da água viva (cf. Sl 42, 2-3).


Um símbolo negativo também está agregado à imagem da água, como por exemplo, o dilúvio.


O ALTAR traz uma simbologia toda em particular. É o lugar onde o Sagrado se condensa com maior intensidade. Sobre o altar se cumpre o sacrifício. Simboliza o centro do mundo, o lugar e o instante em que um ser se torna sagrado. É a mesa do banquete eucarístico, no cristianismo quase sempre celebrado sobre o túmulo de um mártir.


A ÁRVORE é um dos símbolos mais significativos e mais difundidos. Na iconografia e literatura cristã há uma relação simbólica entre a árvore do Paraíso e a cruz de Cristo que “nos devolveu o Paraíso” e que é a “verdadeira Árvore da Vida”.


A árvore da vida está plantada no meio do Paraíso rodeado pelo rio de quatros braços (Gn 2, 9-10). Anuncia a salvação messiânica e a sabedoria de Deus (Ez 47,12; Prov 3,18). A árvore da vida diz respeito somente àqueles que lavaram as suas vestes (Apoc 3, 7-22). A árvore da vida, a primeira aliança anunciada a cruz da segunda aliança. A árvore da vida do Gênesis prefigura a árvore – cruz.


A profundidade do símbolo da árvore é extremamente espiritual. Ela une o mundo subterrâneo, através de suas raízes, ao mundo terreno, através do tronco e das folhagens e, deste, ao mundo espiritual, através da copa.


Um símbolo muito importante na iconografia é a vara do tronco de Jessé, que se lê em Is. 11, 13) e tem inspirados muitos ícones.


O símbolo da Virgem Maria, Mãe de Deus; simboliza a igreja universal, simboliza o Paraíso onde estão os escolhidos; simboliza a árvore genealógica onde culmina com a chegada da Virgem e de Cristo e se une com a cruz, Nova Aliança.


O Arco Íris é o símbolo de ponte entre o céu e a terra. Expressa, sempre e em todo lugar, união, relação e intercambio entre ambos. É símbolo da primeira aliança (sinal de pacto) entre Deus e o homem depois do dilúvio (cf. Gn 9, 12-17); símbolo de ascensão; de conclusão e de princípio da segunda Aliança.


O BÁCULO em sua forma de semicírculo ou círculo aberto significa o poder celeste aberto sobre a terra. Símbolo de autoridade que emana do céu. Cumpre relacioná-lo com o cajado do pastor. O gancho que tem na extremidade permite puxar para o seio do rebanho a ovelha desgarrada.


O CANDELABRO é símbolo da luz espiritual, de semente de vida e salvação. Símbolo da divindade e da luz que ela distribui entre os homens.


A CAVERNA / GRUTA simboliza o lugar subterrâneo ou, até mesmo, o mundo.


O CÍRIO / LÂMPADA / VELA simbolizam, mutuamente, a luz e a iluminação. É um objeto ritual, as igrejas se iluminam com velas. O cristão oferece velas aos ícones como símbolo de oração, de sacrifício, amor e presença. Também é símbolo de santidade e de vida contemplativa.


O CORDEIRO é o símbolo da simplicidade, inocência, obediência, pureza, doçura. É considerado o animal de sacrifício por excelência. É a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, imolado em sacrifício por todos nós.


Assim, do derramamento do sangue redentor do Cristo na cruz não deixa de estar relacionado com o sangue salvador do cordeiro sacrificado, com o qual os judeus recobrem os montantes e o dintel da porta, a fim de afastar de suas casas as forças do mal.


O CRÂNIO aparece na iconografia como símbolo de morte, da redenção e da ressurreição. Aparece nas profecias do Antigo Testamento com relação à ressurreição e aparece também nas vestes dos monges eremitas como símbolo da morte para o mundo e sua dedicação a Deus.


Apontando para os quatro pontos cardeais, a CRUZ é, em primeiro lugar, a base de todos os símbolos de orientação, nos diversos níveis de existência do homem.


A iconografia se apoderou da cruz para exprimir o suplício do Messias, mas também a sua presença. Onde está a cruz, aí está o crucificado. Convém sempre distinguir a cruz do Cristo padecente, a cruz patíbulo, da cruz gloriosa, que deve ser vista num sentido escatológico. A cruz gloriosa, cruz da parousia, que deve aparecer antes da segunda vinda do Cristo, é o signo do Filho do Homem, signo do Cristo ressuscitado.


O DESERTO é um lugar povoado de demônios (cf. MT 122, 43). Jesus foi tentado no deserto, e os eremitas, como Santo Antão, sofreram nele o assalto dos demônios. Terra árida, desolada, sem habitantes, o deserto significa para o homem o mundo afastado de Deus. É símbolo do retiro e batalha espiritual.


O DRAGÃO nos aparece essencialmente como um guardião severo ou como símbolo do mal e das tendências demoníacas.


São Jorge ou São Miguel em combate com o dragão, representados em tantos ícones, ilustra a luta perpétua do bem contra o mal. Sob as formas mais variadas, o tema obsessiona todas as culturas e todas as religiões e aparece até no materialismo dialético da luta de classes.


A ESCADA simboliza as mais variadas formas de relações entre o céu e a terra. É símbolo de ascensão gradual e de evolução. A quantidade de degraus corresponde a um número sagrado (sete em geral). É sinal simbólico da escada das virtudes sendo o primeiro degrau a humildade. Os mosteiros como lugares de evolução espiritual são designados “Scala Dei”.


Se nos limitarmos ao método, encontramos a noção de escada (gr.: clímax) nos padres da Igreja, principalmente em São João Clímaco – que lhe deve seu sobrenome, trata-se de uma cuidadosa gradação dos exercícios espirituais, galgando degrau por degrau. “Desse modo se chegará”, diz São Simão, o Novo Teólogo, “a deixar a terra para subir até o céu”. E Santo Isaac, o Sírio: “A escada deste reino está escondida dentro de ti, na tua alma. Lava-te, pois, do pecado, e descobrirás os degraus por onde subir”.


O ESCUDO é o símbolo da arma passiva, defensiva, protetora, embora às vezes possa ser também mortal. Para São Paulo, o escudo é a Fé, contra a qual se romperão todas as armas do Maligno.


A ESPADA é símbolo do estado militar e de sua virtude, a bravura, bem como sua função, o poderio. Quando associada à balança, ela se relaciona mais à justiça; separa o bem do mal, golpeia o culpado.


Às vezes, a espada designa a palavra e a eloquência, pois a língua, assim como a espada, tem dois gumes.


O FOGO, considerado sagrado, purificador e regenerador. No apocalipse, a imagem do divino aparece como rodas de fogo. No Antigo Testamento, Deus aparece na coluna de fogo e na sarça ardente. Símbolo da presença e manifestação de Deus.


A IGREJA é considerada a Esposa de Cristo e a Mãe de Cristãos. E, sob esse aspecto, se lhe pode aplicar todo o simbolismo da mãe.


O INCENSO está ligado à elevação das preces aos céus.


O LÍRIO é o sinônimo de brancura e, por conseguinte, de pureza, inocência, castidade e virgindade. O lírio simboliza também o abandono à vontade de Deus, isto é, à Providência, que cuida das necessidades de seus eleitos (cf. MT 6, 28).


O LIVRO / ROLO indica o próprio Cristo, Palavra de Deus, Verbo Encarnado. Às vezes, toma o simbolismo do Livro da Vida, onde os nomes dos eleitos estão escritos.


A MONTANHA possui um simbolismo de união do céu com a terra e de ascensão espiritual. As grandes hierofanias se dão nas montanhas: Sinai ou Horeb, Sião, Tabor, Garizim, Carmelo, Gólgota, os montes da Tentação, das Bem-aventuranças, da Transfiguração, do Calvário e da Ascensão.


O ÓLEO é o símbolo da purificação por causa do poder de limpeza. A unção com o óleo desempenha um importante papel sacralizante: unge-se coisas e homens.


A PALMA é universalmente considerada como símbolo de vitória, de ascensão, de regeneração e de imortalidade.


Existem vários significados para o símbolo do PEIXE. O principal e mais difundido é quanto à palavra grega Ichtus (= peixe) é uma forma de ideograma, sendo que cada uma das 5 letras gregas vista como inicial de palavras que traduzem por: Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.


O peixe, visto como alimento é transformado em símbolo do alimento eucarístico ao lado do pão.


O peixe dentro d’água estende o simbolismo, vendo nele uma alusão ao batismo: nascido da água do batismo, o cristão é comparado a um peixinho, à imagem do próprio Cristo.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PALESTRA: Iconografia Bizantina


Palestra:
Iconografia Bizantina e Arte Eclesiastico

Palestrantes:
Professor Gerardo Zenteno

Padre Juan Rustom

Dia 17 de setembro de 2010
às 19:30h

Maiores informações:
Igreja Ortodoxa São Jorge
SHIS QI 09, Área Especial, Lago Sul - DF
(61) 9992-2002

A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

GRANDES MESTRES ICONÓGRAFOS

Disponibilizamos, abaixo, o nome de alguns dos principais representantes da iconografia russa e grega. Sem esgotar a lista do número de grandes mestres da arte, que serviram com humildade, anonimamente ou não, pequenos e grandes, cujos nomes estão escritos no Livro da Vida.

Evangelista São Lucas

Numa postagem anterior já mensionamos este santo como o patrono dos iconógrafos e o primeiro iconógrafo. Autor de ícones de tipologia mariana, porém nenhum desses permanece até os dias de hoje.

Dionísio de Furná (Διονύσιος εκ Φουρνά)

Nascido por volta de 1670 na aldeia de Furná de Halkis. Escreveu muitos ícones portáteis, como também murais (afrescos), principalmente na Igreja do Santo Precursor, no Monte Athos (Άγιον Όρος), onde ele morava. Grande admirador do trabalho de Manoel Panselinos, que tentou imitar. Ele é considerado um dos mais significativos hagiógrafos de seu tempo. Tendo profundo desejo de trazer de volta a tradição bizantina que estava em declínio, devido à influência do estilo ocidental escreveu a "Hermenêutica da Pintura". Devido à sua grande ligação com os protótipos tradicionais, sofreu perseguições por seus colegas e foi forçado a deixar o Monte Athos. A data precisa do seu repouso nos é desconhecida.

Manoel Panselinos

Grande mestre iconógrafo do século XIV e um dos mais importantes representantes da Escola Macedonica. Segundo a tradição ele era de Tessalônica, Grécia. Somente a partir de Dionísio de Furná em seu manuscrito "Hermeneutica da Pintura", que se ficou sabendo que a hagiografia da Igreja de Protato (Πρωτάτο Καρυών), no Monte Athos, era de Manoel Panselinos. Dionísio conta, ainda, que Panselinos escreveu alguns ícones portáteis, porém não nos dá maiores informações sobre eles. Finalmente, a hagiografia da Capela de Santo Eutímio, em São Demétrios, em Tessalônica, acredita-se, foi feita por Panselinos devido à semelhança em relação à técnica e aos traços feitos na Igreja de Protato (Πρωτάτο Καρυών).

Monge Andreij Rublëv (Андрей Рублёв)

Santo monge e iconógrafo da Igreja Russa. Nascido em 1360 e falecido em 1430 é considerado o maior pintor russo de ícones, afrecos e miniaturas para iluminuras. Há pouca informação sobre sua vida. A primeira mensão de Rublëv é em 1405, quando ele decorou os ícones e afrescos da Catedral da Anunciação, no Kremlin, em Moscou. Na arte de Rublëv duas tradições se combinam: o mais alto ascetismo e a harmonia clássica das maneiras bizantinas. As personagens em suas pinturas são sempre calmas e pacíficas. Mais tarde, sua arte se tornou o ideal quando se fala em pintura de igrejas e arte icônica. Rublëv foi canonizado em 1988, pela Igreja Ortodoxa Russa.

Teófanes, o Grego (Θεοφάνης)

Foi um artista grego bizantino e um dos maiores pintores de ícones da Moscóvia, professor e mentor de Andreij Rublëv. Teófanes nasceu na capital do Império Bizantino, Constantinopla (1340). Em 1370, mudou-se para Novgorod e, em 1395, para Moscou. Teófanes conhecia filosofia e tinha uma ampla erudição. Decorou em afresco as paredes e tetos de várias igrejas, entre elas: A Igreja da Transfiguração na Rua Ilin, em Novgorod (1378), a Igreja da Natividade de Maria (1395) e a Catedral da Anunciação, ambas no Kremlin, junto com Andreij Rublëv e Prokhor de Gorodets (1405). Sua morte data-se do ano de 1410.

Prokhor de Gorodets (Прохор с Городца)

Pintor medieval russo de ícones, possivelmente o professor de Andreij Rublëv. Junto com Rublëv e Teófanes, o Grego, Prokhor pintou vários afrescos na velha Catedral da Anunciação, no Kremlin, em 1405 (a Catedral foi reconstruída em 1416). Historiadores russos atribuem um número de ícones dessa catedarl a Prokhor, incluíndo as obras na iconóstase da igreja.

Andreas Ritzos

Iconógrafo que viveu na segunda metade do século XV. Seus trabalhos são encontrados na Itália e na Ilha de Patmos.

Photis Kontoglou (Φώτης Κόντογλου)

Nasceu em 1895. Após a morte de seu pai, seu tio, o padre e monge Stephan Kontoglou, abade do mosteiro de Saint Paraskevi, assumiu sua custódia. Em 1923, em viagem para Monte Athos, descobriu a hagiografia bizantina e, desde então, lutou para o renascimento da arte. Durante a década de 1950-60 chegou ao ápice de sua eficácia hagiográfica. Escreveu vários ícones portáteis e murais em afresco. Considerado o restaurador da hagiografia ortodoxa e grande fiel da tradição ortodoxa. Repousou em 13 de julho de 1965, devido a complicações sofrido em um acidente automobilístico.



A Deus seja a Glória! Δόξα τω Θεώ!